terça-feira, 9 de setembro de 2014

HIPERTIREOIDISMO E HIPOTIREOIDISMO: VOCÊ SABE A DIFERENÇA? - Com informações do Ministério da Saúde


A tireoide - ou tiroide - é uma glândula que fica localizada na parte anterior do pescoço, logo abaixo da região conhecida como "pomo de Adão" - ou gogó.
A tireoide produz os hormônios tireoidianos, que são responsáveis por várias atividades do corpo, principalmente aquelas relacionadas com o crescimento e desenvolvimento de órgãos e sistemas.
Uma secreção dos hormônios tireoidianos acima do normal provoca o hipertireoidismo, enquanto uma secreção insuficiente provoca o hipotireoidismo.
A diferença entre essas duas doenças está não só nos sintomas e sinais que apresentam, mas também nas suas causas.

HIPERTIREOIDISMO
O hipertireoidismo é caracterizado pela hiperatividade da tireoide. A síndrome causada pelo excesso de hormônios tiroidianos chama-se tirotoxicose. É preciso diferenciá-las, pois pode haver tirotoxicose sem hipertireoidismo.
A causa mais comum da tirotoxicose é a Doença de Graves, caracterizada por hipertireoidismo, alterações oculares, doença cutânea localizada e, raramente, aumento das pontas dos dedos. Em geral, o bócio, que é o aumento do volume da tireoide, e o excesso de hormônios tiroidianos são os predominantes, e os sinais específicos são a projeção do globo ocular para a frente e as alterações da pele.
Já as causas de tirotoxicose sem hipertireoidismo são doenças inflamatórias da tireoide, como a tireoidite subaguda, tireoidite crônica de Hashimoto e uso de amiodarona, um medicamento utilizado no tratamento da arritmia cardíaca, uso de hormônios tiroidianos para emagrecer e até mesmo um tipo de tumor ovariano que desenvolve células produtoras de hormônios tiroidianos.
Em sua forma mais suave, o hipertireoidismo pode não apresentar sintomas reconhecíveis ou apresentar apenas sintomas generalizados, como sensação de desconforto e fraqueza. Com o desenvolvimento da doença, há um aumento na tireoide, que pode estar associado a vários outros sintomas e sinais, como hiperatividade, irritabilidade, insônia, ansiedade, intolerância ao calor, pele quente e suada, queda de cabelos, aceleração dos batimentos cardíacos, palpitações, nervosismo, mãos trêmulas e suadas, perda de peso cansaço ao exercício, coceira no corpo, sede e poliúria (aumento do volume urinário), aumento do número de defecações, redução ou suspensão da menstruação, perda da libido, disfunção erétil , náusea e mal-estar gástrico.
De forma geral, os medicamentos antitireoidianos podem ser utilizados para baixar os níveis dos hormônios no sangue, mas o tratamento da tirotoxicose e do hipertireoidismo depende da causa da condição.
Tirotoxicose: uso de medicamentos antitiroidianos, iodo radioativo e a retirada cirúrgica da glândula, esta indicada em poucos casos.
Exoftalmia: uso de medicamento (corticoide e imunossupressores) e, quando indicada, cirurgia.
Bócio multinodular tóxico: com medicamentos antitiroidianos, remoção cirúrgica, iodo radioativo ou injeção percutânea de álcool (etanol).
Adenoma tóxico: pode-se indicar medicamentos antiroidianos, iodo radioativo ou remoção cirúrgica.
Tumores de placenta: são tratados com cirurgia e quimioterapia.
Tiroidites: com medicamentos analgésicos e betabloqueadores e, se indicado, cirurgia.
Struma ovarii: com ressecção cirúrgica do(s) ovário(s) e iodo radioativo.

HIPOTIREOIDISMO
Os principais sintomas e sinais do hipotireoidismo são: fadiga, fraqueza, intolerância ao frio, desaceleração dos batimentos cardíacos, perda do apetite, rouquidão, inchaço, face mixedematosa, aumento da língua, surdez, depressão, dor nas juntas, intestino preso, menstruação irregular, pele seca e áspera, queda de cabelo, ganho de peso e aumento do colesterol no sangue.
Como causas do hipotireoidismo, pode-se citar a idade acima de 60 anos, doença tiroidiana primária ou secundária, a doença da hipófise, tireoidite autoimune, tratamento com iodo radioativo (após cirurgia de câncer de tireoide), radioterapia no pescoço, ressecção parcial ou total da tireoide (tireoidectomia por bócio ou câncer) e uso de medicamento (lítio, amiodarona, iodo e antitiroidianose tratamentos).
Algumas crianças nascem com hipotireoidismo porque não têm a tireoide ou porque a mesma não funciona bem.
O Teste do Pezinho, que é feito em recém-nascidos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), é capaz de diagnosticá-la. A criança identificada com a doença deve começar a ser tratada de imediato, para ter um desenvolvimento físico e mental normal, e tomar o medicamento, que é o hormônio tiroidiano sintético, por toda a vida.
O tratamento do hipotireoidismo é realizado com reposição de hormônio tireoideano (sintetizado em comprimidos) que a glândula não é mais capaz de produzir em quantidade suficiente. Desta forma, os sintomas são corrigidos em algumas semanas, sendo que o tratamento deve ser mantido pelo resto da vida. A dose varia conforme a causa e o grau do hipotireoidismo.

FONTE: http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=hipertireoidismo-hipotireoidismo-voce-sabe-diferenca&id=10016&nl=nlds

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